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Cenário Socioeconômico de Ipojuca -. Mário Flávio Falcão PDF Imprimir E-mail
Qui, 14 de Janeiro de 2010 17:18

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em 14 de Janeiro de 2010.

"O  Núcleo de Estudos Avançados para o Desenvolvimento Industrial -  DINA, da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco promove um importante serviço de integração entre o universo acadêmico de Pernambuco, as entidades públicas de desenvolvimento econômico e as empresas dos pólos industriais do nosso Estado. Neste cenário destaco a participação ativa do Prof. M.Sc. Wílson Sotero Dália, que através da promoção de intercâmbios, vem aglutinando habilidades e competências em prol do crescimento cooperado da nossa economia." Mário Flávio Falcão
Diretor de Desenvolvimento Econômico de Ipojuca

 

Eng. Mário Flávio Falcão.
Diretor de Desenvolvimento Econômico.
Prefeitura Municipal de Ipojuca_PE_Brasil.

No epicentro de um gigantesco furacão de desenvolvimento, Ipojuca vive o choque entre o maravilhoso valor adicionado de sua economia e o seu grosseiro índice de desenvolvimento humano. Impulsionado por este paradoxo, o poder público municipal trabalha para harmonizar o crescimento, para acabar com esta contradição.

De acordo com o Banco Mundial, o Brasil com um PIB – Produto Interno Bruto de US$ 1,7 trilhão se classifica na geoeconomia global entre as dez maiores economias do mundo. Para a consultora britânica CERB, em português, Centro para Pesquisas Econômicas e Negócios, a crise econômica pode elevar a economia brasileira para a oitava posição no ranking. A Região Nordeste é responsável por um mercado consumidor de aproximadamente 53 milhões de habitantes e um PIB de mais de US$ 110 bilhões, sendo que Pernambuco desponta como a segunda maior economia da região, possuindo um PIB de US$ 30,4 bilhões. No ano de 2006 Ipojuca participou com 7,76% do Produto Interno Bruto do Estado de Pernambuco, correspondendo ao valor de US$ 2,36 bilhões.
 A atmosfera desenvolvimentista respirada hoje em Ipojuca é fruto de mais de trinta anos de investimentos públicos e privados feitos, principalmente, no Complexo Industrial Portuário de Suape. O Complexo de Suape ocupa uma área de 135 km², 40% da mesma se situa no município de Ipojuca, o restante no município do Cabo de Santo Agostinho.  A economia de Ipojuca é bastante diversificada, acolhendo os maiores pólos turístico e industrial do Estado. Com uma localização diferenciada, Ipojuca desperta o interesse de grandes grupos empresariais do Brasil e do mundo, também motivado pela situação geográfica de seu Porto. O Porto de Suape, localizado em Ipojuca,  conecta-se com pelo menos 160 portos em todos os continentes e é considerado o melhor porto público do Brasil. Mas, por outro lado, os baixos indicadores sociais de Ipojuca; taxa de analfabetismo de 37% (IBGE-2000) e índice de desenvolvimento humano de 0,658  (IBGE-2005); acenderam o alerta vermelho das autoridades públicas do município. A discrepância entre o PIB per capita de R$ 51.577,00 (IBGE-2005) e a renda familiar; 60,4% da população com renda domiciliar abaixo de meio salário mínimo – IBGE-2000; denotam em Ipojuca o baixíssimo índice de apropriação de renda gerada, com apenas 5,2% do PIB per capita. O contraste entre a riqueza produzida em suas terras e a pobreza com que vivem os seus filhos levou o poder público municipal a adotar políticas públicas com vistas a evitar o pior: a favelização.
Nortear o desenvolvimento, inserir o ipojucano nas oportunidades de emprego passaram a ser os grandes desafios. Existe um baixo encadeamento da economia existente nos distritos de Ipojuca Sede, Nossa Senhora do Ó e de Camela, com os empreendimentos dos pólos industrial e turístico. A imensa diferença entre o PIB per capita e a renda familiar per capita, confirma esta assertiva. Atenta a este fato, a Prefeitura de Ipojuca vem implementando diversas ações para mudar a dura realidade de município rico e munícipes pobres. A criação do GIEX - Grupo Ipojucano de Executivos, a implantação do Plano Diretor Municipal, de 2008 e as negociações das contrapartidas sociais com as empresas que se instalam em Ipojuca, são ações coordenadas pela esfera pública municipal, que deseja acabar com este abismo. O GIEX, inserido no projeto de apoio às atividades produtivas e de geração de emprego e renda do Plano Anual de Ações, objetiva apresentar as soluções locais nas aquisições de bens móveis e serviços dos pólos instalados. Entendimentos celebrados junto às empresas proporcionam o surgimento de escolas técnicas. Matadouro público passou a ser Nascedouro de Talentos, escola técnica municipal. Programas arrojados de educação são implementados, qualificando os munícipes para as oportunidades do mercado de trabalho. Em 2.008 mais de 1.500 pessoas foram diplomadas, sendo 1.000 imediatamente absolvidas na indústria da construção civil e os demais na indústria metal-mecânica.
Eleita pela oitava vez consecutiva a praia mais bonita do Brasil, Porto de Galinhas é o maior pólo turístico do Estado de Pernambuco. A sua cadeia produtiva emprega diretamente 5.000 pessoas. As praias do município possuem 115 meios de hospedagem, entre pousadas, hotéis, hotéis de lazer e flats, com capacidade de 7.632 leitos (IPAD/2008 – Sistema de Avaliação e Enquadramento, com vistas à regularização dos empreendimentos da Cadeia Produtiva do Turismo e classificação dos meios de hospedagem em Ipojuca). A indústria do Turismo é a maior empregadora da mão-de-obra local, 90%, cifra bem superior ao do Pólo Industrial de Suape, que tem aproximadamente 9.000 empregados diretos, dos quais, menos de 9% são de Ipojuca.
Os empreendimentos estruturadores da economia pernambucana estão localizados no lado ipojucano de Suape. A soma dos investimentos fixos das empresas em implantação: Estaleiro Atlântico Sul, Refinaria Abreu e Lima, PetroquímicaSuape, M&G e Bunge,  totaliza R$ 11 bilhões (Fontes: Secretaria de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco, Administração do Complexo de Suape, AD/DIPER e empresas). Os demais empreendimentos presentes em Suape correspondem a um investimento de R$ 3,8 bilhões. Atualmente, estão sendo negociadas as vindas de diversas plantas, num total de R$ 12 bilhões de investimentos, dentre elas: montadora de automóveis,  central de distribuição de veículos, siderúrgica, terminal de regaseificação e terminal de Açúcar. Centros de Excelência estão sendo projetados para tornar o pernambucano cada vez mais capaz de ocupar as oportunidades de emprego.
 
Espelhados no desempenho do PIB – Produto Interno Bruto, os índices econômicos de Ipojuca se encontram na contramão do que ocorre no Brasil e no mundo. O PIB de Ipojuca projetado para 2009 prevê um crescimento de 5% em relação ao ano de 2008, enquanto que no Brasil se estima uma retração de 0,3% em igual período. Houve uma época que se dizia aqui em Pernambuco que o atraso era tanto, que ficávamos a ver navios. Agora poderemos até vê-los, mas principalmente iremos fazê-los, dentre tantas outras coisas boas que estaremos também fazendo.

 

* As informações contidas nesta publicação e em seus anexos são de responsabilidade de seu autor, não representando idéias, opiniões, pensamentos ou qualquer forma de posicionamento por parte do DINA.

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